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Todos Dizem Amar

No ano de 2002 eu escrevi algumas palavras que me acompanhariam por tanto tempo com tanto sentido e que hoje vejo que não mudou. Escrevi, como tudo que escrevo, para aliviar a dor que sentia. Dor de não consegui me comunicar com minha mãe na época. Em uma conversa com uma amiga discutamos sobre o suposto Amor que as pessoas a nossa volta diziam sentir. Eu, maternal e ela, paixão. O Resultado foi Todos Dizem Amar . Todos dizem Amar. Mas que amor é esse, que pende sufoca, machuca? Todos dizem amar. Mas, porque razão nós fazemos a pessoa amada chorar? Tanto amamos que só machucamos! Tanto amamos que só prendemos! Não deixamos ser livre. O amor precisa, necessita viver. Porquê matamos esse sentimento sem perceber? Todos dizem amar. Mas, ninguém compreende que o amor é como vento. É levado pelo sopro do coração. O amor é como as estrelas brilham sem parar na escuridão. E muitas pessoas não dão valor, não percebem, não vê a sua beleza. Todos dizem amar. Mas,...
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Apimentando a Relação

Quando nos apaixonamos é supernormal querer agradar a pessoa amada. Pensamos logo em fazer uma surpresa romântica. Um jantar... um filme talvez... fazer um amor gostoso depois. Pois bem, logico que eu não poderia fazer diferente. Quando a conhecei, Nega cozinhava – e ainda cozinha – super bem. Tanto, que sempre tínhamos visitas aos finais de semana. Alguns amigos ligavam dizendo que tinham comprado os ingredientes para ela fazer tal prato. ( Só para vocês entenderem o quanto eu queria caprichar no jantar e na sobremesa, lógico). Acontece que logo que nos conhecemos a minha relação com a cozinha não era lá das melhores, ao contrário dela eu era péssima mesmo – para a sorte dela hoje estou bem melhor J . Bem, fiz uma comida simples que ambas adoram: arroz, salada e peixe ao forno que procurei temperar como ela sempre fazia com sal, limão e pimenta. Isso aconteceu em uma sexta-feira. Quando ela chegou em casa eu tinha acabado de desligar o forno. Claro que ela ficou super feliz....

Deixe-me amar

Prólogo. As vozes que escutava soavam bem distantes aos seus ouvidos, todas estranhas, tentava entender o que diziam, mas não conseguia. Sentia paz, alivio imenso que não compreendia. O lugar onde se encontrava era estranho, nunca estivera ali antes. O medo a tomava, não pelo desconhecido e sim, por talvez, não ter a chance de ver e falar pela ultima vez com o seu amor. As vozes se tornaram ligeiras e mais complicadas de entender. Começaram a soar cada vez mais distante. Uma frase se fez e a voz que lhe pedia para ficar conhecia muito bem. Era a voz de quem tanto amava. “Não vá! Fique comigo! Eu te amo tanto... Não vá... Fique... Por favor... Eu não saberei viver sem você... Fique...” A voz estava apreensiva. “Adoraria, mas não posso... Preciso ir...” respondeu-a. A voz se transformou em um rosto triste, com os olhos cheios de lágrimas. Aproximou-se, acariciou-o. “Desta vez, eu que senti medo... Medo de não conseguir te dizer adeus. De dizer mais uma vez e pela ultima vez, que te amo...